A CARTOMANTE MACHADO DE ASSIS PDF

A Cartomante Machado de Assis Hamlet observa a Horбcio que hб mais cousas no cйu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicaзгo que dava a bela Rita ao moзo Camilo, numa sexta-feira de Novembro de , quando este ria dela, por ter ido na vйspera consultar uma cartomante; a diferenзa й que o fazia por outras palavras. Os homens sгo assim; nгo acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era.

Author:Guzragore Malakree
Country:Iran
Language:English (Spanish)
Genre:Education
Published (Last):22 June 2014
Pages:421
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ISBN:384-1-34365-665-1
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Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas.

Que mais? Cuido que ele ia falar, mas reprimiu-se. Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. A casa do encontro era na antiga Rua dos Barbonos, onde morava uma comprovinciana de Rita. Vamos a ela. Vilela seguiu a carreira de magistrado.

Camilo e Vilela olharam-se com ternura. Eram amigos deveras. Era um pouco mais velha que ambos: contava trinta anos, Vilela vinte e nove e Camilo vinte e seis. Liam os mesmos livros, iam juntos a teatros e passeios.

Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo, e pingou-lhe o veneno na boca. Ele ficou atordoado e subjugado.

Correram ainda algumas semanas. Mais valia acautelarem-se, sacrificando-se por algumas semanas. De caminho, lembrou-se de ir a casa; podia achar algum recado de Rita, que lhe explicasse tudo. Camilo ia andando inquieto e nervoso. Era perto de uma hora da tarde.

Positivamente, tinha medo. Chegou, entrou e mandou seguir a trote largo. Olhou, viu as janelas fechadas, quando todas as outras estavam abertas e pejadas de curiosos do incidente da rua. Dir-se-ia a morada do indiferente Destino. E inclinava-se para fitar a casa A casa olhava para ele. As pernas queriam descer e entrar Trepou e bateu. Veio uma mulher; era a cartomante. Em cima, havia uma salinha, mal alumiada por uma janela, que dava para o telhado dos fundos.

Abriu uma gaveta e tirou um baralho de cartas compridas e enxovalhadas. Era uma mulher de quarenta anos, italiana, morena e magra, com grandes olhos sonsos e agudos. O senhor tem um grande susto Camilo, maravilhado, fez um gesto afirmativo.

Camilo tinha os olhos nela, curioso e ansioso. Camilo inclinou-se para beber uma a uma as palavras. Nada aconteceria nem a um nem a outro; ele, o terceiro, ignorava tudo.

Falou-lhe do amor que os ligava, da beleza de Rita Camilo estava deslumbrado. A cartomante acabou, recolheu as cartas e fechou-as na gaveta. Esta levantou-se, rindo. Quantas quer mandar buscar? Os olhos da cartomante fuzilaram. E faz bem; ela gosta muito do senhor. Entrou e seguiu a trote largo. De volta com os planos, reboavam-lhe na alma as palavras da cartomante.

O presente que se ignora vale o futuro. Apeou-se, empurrou a porta de ferro do jardim e entrou. A casa estava silenciosa. Subiu os seis degraus de pedra, e mal teve tempo de bater, a porta abriu-se, e apareceu-lhe Vilela.

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A cartomante, de Machado de Assis

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